
Jeitos de um olhar... Olhar devastador... Ocioso... Ancioso...
Esperançoso... Confiante... Desconfiado...
Várias vezes deixei o sol nascer... Seus raios não encontraram meu caminho...
Ainda tenho a Lua...
Lua que sabe onde se gravam meus pés...
Ah! A Lua sabe! Sabe meus desejos... Desejos profundos... Os que ardem...
Sabe das vezes em que o brilho de um sorriso se tornou o brilho de uma lágrima...
A Lua sabe... Sabe das noites de loucuras sufocantes... Loucuras intensamente desesperadas...
Desesperadas na madrugada de um dia qualquer...
A Lua já conhece bem o meu olhar...
A Lua sabe que as cordas do meu violão, as vezes, são a saída mais próxima da dura realidade...
A Lua sabe, que teu brilho me lembra noites passadas... Ela já sabe das minhas canções...
Aquelas que ainda não existem...
Existem apenas, em olhos flutuantes... Assim como flutua a águia sobre nuvens de tempestade...
Queria poder atropelar os dias... Quando me tomo pela anciedade, ou... Quem sabe... Fazer das 24 horas, uma eternidade... Quando o desejo arde...
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