
Se eu fosse uma flor, queria ser dada por amor...
Se eu fosse o Sol, queria realçar um sorriso...
Se eu fosse uma pintura, queria causar uma revolução...
Se eu fosse lábios, queria recitar o prazer...
Se eu fosse um sonho, queria me tornar real...
Se eu fosse uma árvore, queria sê-la por algum tempo...
Se eu fosse o oceano, queria tocar meus horizontes...
Se eu fosse uma história, queria ser contada...
Se eu fosse dados, queria ser apostada...
Se eu fosse uma música, queria ser lembrada...
Se eu fosse uma brincadeira, queria ser repassada...
Se eu fosse um exemplo, queria ser imitada...
Se eu fosse uma lição, queria ser ensinada...
Se eu fosse um par de olhos, queria ser os menos críticos...
Se eu fosse as maçãs de uma face, queria ser ruborizada...
Se eu fosse uma jóia, queria ser usada...
Se eu fosse uma arma, queria ser desmontada...
Se eu fosse um livro, queria ser um proibido...
Se eu fosse amor, queria ser indolor...
Se eu fosse ódio, odiaria...
Se eu fosse um acorde, queria ser um lá...
Se eu fosse um pássaro, é óbvio, queria voar...
Se eu fosse o óbvio, queria ser um pouco mais sutil...
Se eu fosse um lápis, viveria, literalmente, nas minhas palavras...
Se eu fosse prudente, queria ter uma vida...
Se eu fosse normal... Bem... Eu não existiria...
Se eu fosse este poema, queria subir a cabeça...
"SE" é apenas uma possibilidade... EU também sou...
Um comentário:
"Se eu fosse um livro, queria ser um proibido..."
Gostei da perspicácia! O proibido chama a atenção, faz com que a curiosidade humana seja seduzida. Muito bom o seu jogo, se-então.
Parabéns!
Bjs!
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