segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ah! Mar! Amar... Amor

Não se pode pensar duas vezes quando se trata de amor...
Não se pode duvidar do que é uma estação de emoções...
Mas não pode ser apenas verão, no entanto possui calor... Não pode ser apenas inverno, mas possui a graça de um pingente de gelo, que refrata todas as cores possíveis, e, com a graciosidade, vem a fragilidade... O fogo intenso derrete gelo em um único toque.
Não pode ser apenas outono, mas é capaz de renovar...
E não pode ser apenas primavera, mas revive almas...
Quando uma criança olha para o sol, não faz idéia do que este é feito, mas ainda assim admira as luzes que lhe aquecem a face como um afago... Os pueris olhos, em sua ingenuidade, se entrelaçam nas tramas do mistério de luzes brancas, que quando olhadas ao fundo, podem ter a cor desejada.
Um mistério que é bonito por não lhe pertencer nenhuma solução...
Algo incerto e imperfeito, doloroso e certeiro...
Algo que faz sonhar, adormecer num terno olhar, deixar-se levar, como uma orquídea em pleno mar... Oceano. Ah! Oceano, que nos envolve em seus espumados abraços...
E no balanço das ondas, cujo barulho é música, dois corações valsam à luz do luar, desejando jamais ver o sol, e viver até o fim em uma única noite prateada...
O mar pode levar quem quiser se afogar no que chamam de amor...
O Amor é mar!

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